Atacama
Desierto de Desiertos


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Partindo

22 de Janeiro de 2006

Fui até a casa da minha vó munido de todos os mantimentos que acumulei para uma de minhas funções, a cozinha. Comigo havia comida calculada para 15 dias, e possivelmente nenhum dia a mais. O que levava comigo era o seguinte:

  • 5 kg de massa;
  • 4 kg de arroz;
  • 5 latas de sardinha;
  • 2 latas de molho de tomate;
  • 2 latas de milho;
  • 2 latas de ervilha;
  • 2 latas de óleo;
  • 2 pacotes de bolacha;
  • 2 cafés solúveis pequenos;
  • 4 pacotes de sopa grandes;
  • 11 sucos em pó;
  • 2 pares de pilha grande;
  • 5 pacotes de tabletes com sabores diversos;
  • 1 litro de vodka;
  • 480 metros de papel higiênico;
  • 1 pacote de papel toalha;
  • 1 detergente liquido;
  • 1 esponja;
  • 1 caixa de fósforos grande;
  • 1 lanterna;
  • 1 tábua de cozinha;
  • 1 grelha;
  • 1 frigideira;
  • 1 panela grande;
  • 1 panela pequena;
  • 1 prato de salada;
  • 7 pratos para comer;
  • 7 garfos;
  • 7 facas;
  • 1 faca grande de cozinha;
  • 1 chaira;
  • 1 térmica;
  • 2 panos de prato;
  • 1 pano de cozinha;
  • Estilingue sem soro;
  • 248 dólares;
  • 1 cartão internacional sem muito limite;
  • Passaporte;
  • Cartão de vacinação;
  • CPF;
  • Carteira de motorista;
  • 30 reais;
  • 7 cuecas;
  • 4 pares de meia;
  • 7 camisas de manga curta;
  • 2 camisas físicas;
  • 1 calça;
  • 1 calça/bermuda;
  • 4 bermudas;
  • 1 blusão;
  • 1 colete;
  • 1 jaqueta;
  • 1 saco de dormir;
  • 1 xampu;
  • 2 sabonetes;
  • 1 aparelho de barba com lâmina;
  • 1 refil com duas lâminas;
  • 2 desodorantes;
  • 1 cortador de unhas;
  • 1 pasta de dentes;
  • 1 escova de dentes;
  • Carregador do celular;
  • Carregador de pilhas;
  • 4 pilhas pequenas recarregáveis;
  • 1 máquina digital quebra galho;
  • 1 canivete multifuncional;
  • Chave de casa, da praia, da empresa, da casa da vó, cópia do carro, do cadeado da bicicleta;
  • 1 munhequeira para tendinite;
  • Cabo para descarregar a máquina;

Com tudo isso hermeticamente arrumado em duas caixas e muito bem socado na mochila de 45 litros.Veja todas as fotos no link do fim da página Fui até a casa da vó para esperar que a Kombi chegasse. Cada hora era difícil de agüentar. Até que ouço a buzina tocando. Que alegria! Nela estava o Delon a Ale (na foto a direita, eu ao fundo), o Gustavo e o Paulo no volante, coloquei minhas tralhas no fundo da Kombi e acomodei em um banco, próxima parada Ronaldão. Pegamos o Ronaldo e suas duas bagagens, um saco e uma mochila preta que sempre ficava com ele. Despedidas, e votos de boa viagem e seguimos para a casa do Vini. As últimas coisas a entrar na Kombi nesta parte do trajeto foram, uma mala enorme, mais uma mochila que ficava sempre a mão, cobertas, um travesseiro, um fogão e mais mantimentos para a viagem. Tudo socado na Kombi seguimos para a saída da cidade, onde a mais de duas horas o Tadi (na foto mais a direita) nos esperava para se despedir da trupe. Nos despedimos e seguimos para Cidreira rumo a casa do Delon.Veja todas as fotos no link do fim da página Durante o percurso fomos jogando conversa fora, jogando xadrez no tabuleiro que o Ronaldo fez especialmente para o trajeto e é claro anotando os problemas que íamos achando na Kombi. São eles:

  • Acelerador, tinha que pisar muito para ela responder;
  • Peça no motor que solta, mais tarde soube que aquele é o cabo que mexe no carburador da Kombi, com ele solto a Kombi não tinha força, óbvio, ficava a meio motor, óbvio agora que posso dizer que entendo um pouco de motor de Kombi;
  • Calibrar os pneus;
  • Vidro do carona, estava sem a manivela e não tinha como subir, imagina em um dia de chuva como seria;
  • Acertar a lenta, isso é simples para quem tem conhecimento de motor, você tem que mexer em dois parafusos perto dos carburadores para que o carro fique em uma aceleração constante quando está parado. Detalhe isso é uma regulagem visual e auditiva, você tem que ver se o motor pára de sacudir e se não está tão acelerado para parar de sacudir. Depois que parou de sacudir para os lados se regula a aceleração, se o som é alto, diz-se “lenta alta” o que não pode, quer dizer poder pode, mas gasta gasolina. O ideal é um som bom e harmônico. Parece complexo, mas na prática é bem simples;
  • Proteção do farol, a Kombi possui um treco de plástico que vai envolta do farol que serve para proteger a parte elétrica do mesmo e melhorar a estética dela;
  • Lençol branco, a Argentina tem uma lei de trânsito que obriga o condutor a ter um lençol branco dentro do carro para, pasmem, cobrir uma pessoa que morreu em um acidente de carro;
  • Gás, tínhamos que conseguir um botijão de gás para cozinhar;
  • Chave de roda;
  • Cintos, os três que ficavam no banco do meio estavam soltos;
  • Bancos mais firmes, os parafusos foram retirados no chapeador e depois não foram re-colocados, os bancos mais pareciam cadeiras de balanço;
  • Painel, simplesmente não marcava nada;
  • Rádio, tínhamos que instalar o vivente;
  • Água, não podíamos esquecer de comprar água;

Chegando a casa do Delon, que milagrosamente achamos de primeira, afinal o Delon não possui um senso de direção muito apurado, constatamos que não tínhamos água. Sem problemas, pegamos um balde no vizinho.

Vimos que lá havia um gás que poderíamos confiscar para a viagem, um galão de 5 litros de água que teria o mesmo fim. Já assentados encontramos limões que viraram uma caipirinha, e enquanto bebíamos fui fazer a comida. Fiz um carreteiro que mais parecia um grude, saboroso mas um grude. Depois de comer o grude jogamos conversa fora por um tempo e três se recolheram para dormir, Paulo, Delon e Ale. Os que sobraram Ronaldo, Gustavo, Vini e eu foram tomar um banho de mar, isso devia ser umas 11 horas da noite. Que mar bom! Água quente, com umas ondas boas para pegar jacaré, um espetáculo. Depois deste banho um problema, o banho agora de água doce. Não tínhamos água! Só lavei a cara e fui dormir.

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